Aqui, tentarei ser sincera. Sempre que alguém me pergunta sobre como tudo começou, costumo contar de um modo bonitinho e aceitável como acabei parando onde parei. Eu não tenho a mínima preocupação moral de como isso será interpretado por ti e como tu vais lidar com o que eu te contarei, caro (ou nem tão caro assim) leitor. Este é o meu refúgio e tu estás aqui porque queres (e eu novamente digo: sinto muito por teres chegado até aqui). Bem, vamos para o começo do começo. Por onde eu começo? De mim masturbando-me aos 4 anos na quina da cama ou comigo tendo pensamentos eróticos aos 6 anos? Ou então sobre eu consumindo pornografia aos 8 anos? Ah, detalhe, não sei se eu já disse antes, mas sou uma mulher - antes eu pensava que eu deveria omitir isso, mas acho que é importantíssimo entender que eu sou uma mulher para compreender como isso impactou a minha vida (positivamente em alguns momentos, negativamente em outros. Eu amo ser mulher e não desejaria ...
Novamente encontro-me em um dia transpassando a noite. Dessa vez, era para eu supostamente aprender em uma madrugada a matéria todo de um semestre que ignorei completamente. Aliás, nem mesmo estou esforçando-me para aprender porcamente a matéria. Já são 04:25 da manhã e eu comecei a escrever este texto. A prova será às 8:00. Percebi que sinto falta de contar o que está acontecendo em minha vida para alguém, só que tantas coisas sucedem e sucedem cada evento que eu mesma fico perdida e parece que eu estaria simplesmente vomitando tudo se eu tentasse contar para algum amigo. Curiosamente, eu não me lembrava de ter escrito o texto anterior, "Um noite de autovigília". Fiquei um pouco encantadinha de ler um texto meu que eu mesma não me lembrava de ter escrito e de tê-lo lido como se fosse de outra pessoa, ao mesmo tempo que me recordava de tê-lo escrito. Foi uma sensação bacana. Enfim, não posso estender-me muito pois necessito ao menos não me envergo...