Novamente encontro-me em um dia transpassando a noite. Dessa vez, era para eu supostamente aprender em uma madrugada a matéria todo de um semestre que ignorei completamente. Aliás, nem mesmo estou esforçando-me para aprender porcamente a matéria. Já são 04:25 da manhã e eu comecei a escrever este texto. A prova será às 8:00.
Percebi que sinto falta de contar o que está acontecendo em minha vida para alguém, só que tantas coisas sucedem e sucedem cada evento que eu mesma fico perdida e parece que eu estaria simplesmente vomitando tudo se eu tentasse contar para algum amigo. Curiosamente, eu não me lembrava de ter escrito o texto anterior, "Um noite de autovigília". Fiquei um pouco encantadinha de ler um texto meu que eu mesma não me lembrava de ter escrito e de tê-lo lido como se fosse de outra pessoa, ao mesmo tempo que me recordava de tê-lo escrito. Foi uma sensação bacana.
Enfim, não posso estender-me muito pois necessito ao menos não me envergonhar na prova mais importante da faculdade daqui algumas horas (para falar a verdade, pouco importo-me com ela, aliás, pouco importo-me profundamente com qualquer coisa relacionada à universidade. Diferentemente de todos meus colegas, eu não tenho nenhuma ansiedade relacionada à minha vida acadêmica. Sou tão jovem, entrei tão cedo na faculdade, nunca repeti nenhuma disciplina. E se eu repetir, qual o mal disso? Nada disso importa, nada importa. Por vezes penso que meu nihilismo torna-me tão serena que chega a ser injusto com meus colegas).
Não vou tentar resenhar os longos eventos que aconteceram na minha vida nos últimos dois meses, mas tentarei esboçar alguns pontos chaves para o próximo texto que virá: BDSM, sessões, shibari, masoquismo, D/s, amarrações, velas/wax, controle, perda, submissão. Conceitos que se intersseccionam. Conceitos que se convergem. Conceitos que são um só, por vezes.
Está aí, um desafio: escrever um texto por dia para meu blog por um mês (sim, eu não faço questão alguma de manter a linha dos meus pensamentos. Eu já disse, aqui é meu expurgo, não estou aqui para agradar-te. Não estou aqui para produzir algo que te encante. Se estás aqui, eu sinto muito. E se achas que de alguma forma é este lugar um refúgio, tenho sérias verdades para ti...). Dizem que um hábito é criado quando se repete por ao menos um mês - uns dias mais, outros menos; eu gosto desse meio termo que é mensurável facilmente. Se eu conseguir cumprir essa tarefa, eu... (estou há dois minutos parada pensando em qual seria minha recompensa caso eu cumpra essa tarefa autoimposta)... vou comprar Sucrilhos e leite e comerei como se isso não me fizesse mal! Parece ser uma boa recompensa. Nas próximas pensarei em recompensas que não prejudique minha microbiota intestinal.
Ademais, devo partir para meu frenético estudo (na verdade, eu diria minha decoreba). Até o próximo texto, meu solitário leitor.
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